Quando tudo começou a mudar…

Quem: Garota Urbana
Onde: Prédio abandonado dos Correios
Look: Blusa de algodão azul, calça jeans, All Star azul escuro e jaqueta jeans preta.

Já passava da meia-noite e nem um sinal de calma na cidade. Um acidente a duas ruas dali criou um engarrafamento de pelo menos três km e o barulho da ambulância não deixa ninguém aos arredores dormir. Mas o que me deixava mais incomodada era o cheiro de sangue. Não que eu vá sair que nem uma retardada louca atrás do primeiro arranhão na canela. (?) Alguém tinha morrido no acidente e eu sentia isso de longe.

Pulei do prédio direto para o chão. Se não fosse uma morta-viva ambulante, tinha me esborrachado no chão e quebrado pelo menos a coluna, mas apenas cai de pé.

A mais ou menos trinta minutos eu estou tentando despistar o cara que está me seguindo, por estar mais fraca que o normal, lutar seria suicídio.

Me encostei na parede perto da escada para o prédio de apartamentos no beco e falei alto suficiente:

– Espero que você tenha um bom motivo para me seguir ou você só está a fim de morrer? – logo que falei uma sombra apareceu ao meu lado e eu levantei o olhar.

Você não deve julgar um inimigo como gostoso, mas pensei em mudar meu julgamento. Por que o cara que apareceu tinha pelo menos uns vinte e cinco anos e parecia uma mistura de agente do FBI com o baixista do Kings Of Leon. Nem babei certo?

– Boa noite, senhorita Urbana – fiz uma careta pelo meu “nome” – apenas estou seguindo ordens.

Se não fosse pelo “senhorita”, eu teria tido uma morte rápida* ali mesmo por causa daquela voz. Entretanto, eu fiquei só com raiva.

– Como assim ordens? – resmunguei e cruzei os braços.

– Do seu pai. – ele disse. O cara parecia sério demais para alguém tão “jovem”. Vampiro com certeza ele era.

– Meu pai? – levantei as sobrancelhas e fiquei realmente surpresa. – Como se eu não soubesse me proteger sozinha!

– Não é por isso senhorita. Assuntos confidenciais.

– Aah, mas ele vai ouvir… – comecei a dizer e já ia me virar para ir direto para casa.

– Ele não está na cidade. – o cara disse sem muita emoção.

Revirei os olhos e voltei a andar, depois aumentei a velocidade. O cara, que eu ainda não perguntei o nome, continuou a me seguir de perto. Algo estava muito errado e só alguém tinha mais informações do que todo mundo perto do meu pai.

(…)

Onde: Último andar do prédio do centro da cidade.

Abri a porta sem nenhuma cerimônia. Minha pseudo-madastra não se importava quando aparecíamos ali, principalmente por que meu pai não estava presente.

Em um enorme sofá e usando um longo vestido violeta estava a Garota Sombria. Eu sabia muito bem o nome dela, mas quando se vive na sociedade de onde participo, se você passa seu nome verdadeiro para alguém, essa pessoa tem certo poder sobre você e seu passado.

– Por que tem um cara me seguindo a mais ou menos dois dias? – perguntei me jogando no outro sofá branco.

– Seu pai que mandou. – Sombria disse enquanto olhava entediada para a televisão que cobria quase toda a parede da sala. Os cabelos claros que iam até a cintura eram lindos, se ela fosse minha mãe, pelo menos os cabelos parecidos eu queria.

Ela olhou para mim e sorriu de leve. Como sempre, ela sabia de mais alguma coisa. Os olhos estavam tão violetas que poderia deixar qualquer mortal hipnotizado, com certeza tinha se alimentado há pouco tempo.

– Eee? Por que afinal? – já estava quase para pegar o telefone e discar o número do meu pai.

– Alguém está tentando interferir na ordem natural… – ela disse e voltou a olhar para a TV.

– E o que eu tenho haver com isso?

Por um momento pensei que ela fosse dizer que eu não tinha nada haver com aquilo, então Sombria desligou a televisão e voltou-se para mim.

– Esse “ser” está atrás da família. A Infernal quase foi atacada na saída de casa e alguém tinha grampeado o telefone da Bipolar.

Arregalei os olhos e tentei ligar os acontecimentos, até que alguém bateu na porta.

– Senhorita Sombria, o senhor Wood já chegou para a reunião.

Quase cai da cadeira. O que o presidente do país estava fazendo ali afinal?

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Espero que tenham gostado. Os contos são curtos mesmo.

E se alguém resolver copiar ou algo parecido… Rola um processo na justiça ok? ;)

Beijos

Garota Urbana

PS: Qualquer erro, me desculpe. Avise e eu arrumo. :*

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