CALIFORNIAAAAAA, HEREEE WE COOOMEEEE

Vocês não sabem o quanto eu enrolei para escrever sobre The O.C.

Quando escrevemos o 1° “Como estragar uma série” eu pensei no quão lógico seria eu extravasar toda a minha revolta de O.C no post, mas fiquei enrolando por dias porque não encontrava palavras certas para iniciar o assunto. Hoje, depois de semanas, eu venho falar sobre a série que mais me marcou, me fez chorar e me deixou feliz. E não coloco na sessão “Como estragar uma série” porque não vou só falar de como a série chegou no fundo do poço, mas também de seus momentos de glória divina.

Hoje em dia eu sou viciada em séries, tanto que nem sei explicar o porque de tanta fascinação por elas. Supernatural, The Vampire Diaries, Smallville, Friends, Arquivo X, Lost, Glee… são tantas que vou listá-las em breve, em outro post aqui no blog.

E sabe qual foi a primeira série que eu assisti? The O.C.

Se você não conhece o peso que isso significa para um amante de seriados (ou uma pessoa problemática que nem eu), pense no seu 1° beijo: Não importa se foi bom ou ruim, vai estar sempre na sua memória.

Tudo começou em 2004, a série estava no início da 1° temporada (que havia começado em 2003 nos EUA e aqui no Brasil começou em novembro) e eu vi o vislumbre de um episódio; onde duas pessoas conversam, uma delas Ben McKenzie inclusive, foi protagonista de vários sonhos meus. Depois disso veio o mistério, porque eu não sabia de NADA da série! Não conhecia os atores que vi na cena, nem conseguia lembrar qual foi o dia e o horário em que passava na Warner. E fiquei no mistério por mais duas semanas, quando decidi acampar na frente da TV até que um comercial da tal série passasse. Depois que eu finalmente descobri o nome da série e quando era exibida, eu mal sabia, mas estava se iniciando um novo vício na minha vida, um novo sentimento que me acompanha até hoje, 6 anos depois.

Ryan Atwood é um adolescente problemático que ao chegar em Orange County com Sandy Cohen, um advogado público idealista que evita que Ryan vá para a prisão, convida-o para viver em sua mansão. Enquanto isso, Marissa Cooper, a linda vizinha dos Cohen, que namora o seu colega de classe Luke, vive num mundo de fantasia e luxo. Até que seu pai, Jimmy, se envolve em um escândalo financeiro e perde todo o dinheiro da família. Ainda há Kirsten, a esposa perfeita de Sandy, que não fica feliz com a mudança de Ryan para a sua casa por causa de Seth, seu único filho e um sonhador apaixonado por Summer, melhor amiga de Marissa”

Pela sinopse não é possível entender toda a complexidade da vida em O.C (Orange County) e as famílias nada perfeitas que a série nos apresenta. Ryan, Marissa, Seth e Summer formam o grupo de amigos mais problemático do mundo das séries, eles não são só típicos adolescentes, eles são personagens adolescentes reais que vivem em lugar aparentemente perfeito e têm de lidar não somente com os seus problemas, mas também com os problemas da sociedade de O.C e principalmente de seus pais. The O.C não é apenas uma série teen, porque lá, os adultos não são exemplos de honestidade e maturidade, pelo contrário, Kirsten, Sandy, Julie, Jimmy (e mais posteriomente Caleb, o pai de Kirsten), são o retrato perfeito do que os pais tentam ser. Há problemas de alcoolismo, traição, sujeira por debaixo dos panos, até homossexualismo, e este último exemplo nos foi apresentado em uma cena ÉPICA e inesquecível: Luke, indo falar com o pai no trabalho, o vê beijando outro homem. Sintam a tensão disso.

Em resumo, a 1° temporada é maravilhosa, de início, meio e fim. Cheia de cenas memoráveis, conflitos e bons momentos. É simplesmente impossível não chorar, rir e crescer ao lado de Marissa, Ryan, Summer e Seth. Já a 2° temporada teve uma pequena caída nos primeiros episódios, se mantendo razoável até o episódio 15, onde o ritmo da temporada anterior voltou à ativa e a série foi se superando cada vez mais até uma season finale FO-DA.

Agora vamos para a 3° temporada, cujo final me destruiu. É, fui direta. A 3° temporada começou muito bem, depois foi ficando razoável e fizeram algumas mudanças que não surtiram um efeito muito bom na série, o problema da 3° temporada é que ela termina com uma cena trágica, surpreendente, desesperadora, que me fez chorar por horas seguidas e ficar REVOLTADA. A morte da Marissa na season finale foi horrível para qualquer fã porque de uma forma, também foi a morte da série. Eu senti um vazio tão grande depois, que não conseguia acreditar e só comecei a ver a 4° temporada porque tinha esperanças de que tudo não passasse de uma brincadeira ou que um anjo/demônio/alguma coisa trazesse a Marissa de volta. Porque eu não conseguia aceitar!

Ela era a personagem mais chata e lotada de problemas, mas era assim desde o começo: Marissa sempre seria a mocinha em perigo e Ryan sempre estaria lá para salvá-la. E o pior é que depois de estragar tudo com a morte dela, em vez dos roteiristas tentarem um jeito de salvar a série e os personagens principais: Summer, Seth e Ryan, eles só fizeram com que a coisa piorasse. E eu como me senti? Com raiva. Porque a série que eu mais amava, estava indo pro fundo do poço e eu não podia fazer nada. Foi um fim injusto que The O.C não merecia ter, mas isso não faz da série menos importante, porque como eu disse na introdução: Não importa se foi bom ou ruim (e The O.C foi os dois), eu vou me lembrar para sempre da primeira série que eu vi e me apaixonei.

Admito que ainda não aceito muito bem o fim que a série teve, mas sempre a revejo e me lembro dos maravilhosos momentos que The O.C me proporcionou.

A trilha sonora é outra coisa que eu não poderia deixar de citar, porque é PERFEITA!

Me tornei fã de várias bandas por causa de O.C, como Death Cab for Cutie, The Killers e Phanton Planet. Afinal, quem nunca cantou a música de abertura bem alto?

CALIFORNIAAAAA, HEREE WE COMEEEEE ♫ [2]

Pra finalizar:

Lista de músicas da série | “A Bad Dream” do Keane, um vídeo que eu adoro com várias cenas da série (só que é um pouco triste).

Até o próximo Minha Série!


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